quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

485 guardas civis e 266 polícias nacionais: a ocupação de Araba em números

O número de guardas civis desceu desde 2008, mas mantém-se estável desde 2016. Há ainda 1481 militares em toda a Comunidade Autónoma Basca (CAB), mas o Governo de Espanha não quis divulgar como estão distribuídos por herrialde.

No território de Araba há actualmente 485 guardas civis e 266 polícias nacionais espanhóis. Os dados foram revelados pelo Governo de Espanha a pedido da coligação EH Bildu. A estes, há que juntar 1481 militares em toda a CAB, mas sem se saber como estão distribuídos pelos três territórios. Madrid alega que revelar esse dado «pode afectar a segurança» das tropas.

O nível de ocupação policial-militar é, por comparação com a Bizkaia e Gipuzkoa, mais baixo. O herrialde com mais agentes é a Bizkaia: 1082 guardas civis e 581 polícias nacionais espanhóis. Em Gipuzkoa, estão 802 guardas civis e 470 polícias nacionais espanhóis.

Ao todo, em Outubro de 2017 havia na CAB 2369 agentes da Guarda Civil, 1317 da Polícia Nacional espanhola e 1481 militares. Desde 2008, pode-se observar uma diminuição de guardas civis (havia 2849) e polícias nacionais espanhóis (havia 1422). No que se refere a Araba, o número de guardas civis não sofreu alterações desde 2016: continuam a ser 485.

Relativamente aos controlos de estrada realizados, não há números exactos. A coligação soberanista solicitou «a retirada total e absoluta» destas forças. / Ver: Hala Bedi via lahaine.org

«TPIJ, braço "judicial" da destruição da Jugoslávia»

[De Gustavo Carneiro] O Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ) fechou portas nos últimos dias de 2017, encerrando-se assim um dos mais vergonhosos processos de manipulação do direito internacional de que há memória. Tal como o nazi-fascismo em Leipzig, a nova ordem mundial pós-soviética teve em Haia o seu simulacro de Justiça.
[...]
No julgamento do antigo presidente jugoslavo Slobodan Milosevic (ver caixa), como noutros, a acusação dispôs de tempo ilimitado para os seus testemunhos, enquanto a defesa se confrontava com enormes restrições. Muitas acusações basearam-se apenas em «testemunhas oculares», muitas das quais anónimas. Nestas condições, os arguidos estavam à partida condenados pelo tribunal, como há muito o tinham sido pelos grandes meios de comunicação a nível internacional.

A iniquidade deste «tribunal» fica ainda evidente, segundo Diana Johnstone, na quantidade de réus que morreram quando se encontravam ao seu cuidado. Uns assassinados quando, alegadamente, tentavam escapar das autoridades ou no próprio momento da sua captura; outros simplesmente morreram na cela, de «causas naturais» ou «suicídio». (avante.pt)

«30 años del asesinato de Thomas Sankara: África-saqueo-revolución-inmigración»

[De Red Roja] En el día de ayer, 16 de Enero de 2018, desde Red Roja organizamos el acto 30 años del asesinato de Thomas Sankara. En el Teatro del Barrio, en Lavapiés, numerosas personas se encontraron en abrazo internacionalista para recordar al líder revolucionario de Burkina Faso; sin embargo, tal y como destacó la compañera Ángeles Maestro en la presentación del evento, el ejemplo de Sankara rendía homenaje a todos los pueblos de África y recordaba la historia del saqueo imperialista y de los procesos de respuesta y revolución en sus distintos pueblos; pero también, debía servir de referente y denuncia de las condiciones de los migrantes procedentes del continente africano en Europa y en concreto al Estado Español. (redroja.net)

Ekon - «Zuentzat»

Tema do álbum Salatzen Dut (2002). A banda é de Arrasate (Gipuzkoa). [Letra / tradução]

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

«Así se diseñó la dispersión»

[De Borroka Garaia] Tanto ayer como hoy la dispersión sigue cumpliendo un mismo objetivo político para los estados y no es otro que el llegar a quitar el término político al de preso o presa. Lo cual tiene una incidencia directa en el conflicto político, que precisamente al mismo tiempo niegan, intentando normalizar la situación de injusticia nacional y social en Euskal Herria encadenándola a una legalidad concreta más allá de que existan o no existan organizaciones armadas frente a las suyas propias. En ese sentido tanto el estado español como el francés caminan juntos estratégicamente y a largo plazo conscientes de los espacios que puedan tener para mover fichas que les acerquen a sus objetivos. De la misma manera que el PNV y entornos cercanos hacen lo propio en lo que les corresponde por encima de toda apariencia.

No hay ninguna clase de venganza en todo esto, sino unas motivaciones políticas de décadas de recorrido, intereses de estado, y del capitalismo «local». (BorrokaGaraiaDa)

«Un analisis crítico de los presupuestos 2018 de Hego Euskal Herria en el apartado de vivienda»

[De Elkartzen (eus./cas.)] Los presupuestos son un instrumento clave para repartir la riqueza y garantizar a todas las personas los mínimos necesarios para vivir con dignidad.
Desde los diferentes gobiernos se nos dice que los presupuestos son los más sociales posibles, cuando la realidad nos demuestra que la verdadera participación del gasto social directo realizado por las instituciones públicas de Hegoalde se va hundiendo paulatinamente. (lahaine.org)

«Forças israelitas matam jovem palestiniano em Qalqiliya»

As forças de ocupação mataram, esta segunda-feira, um estudante palestiniano de 28 anos, durante confrontos registados na região de Qalqiliya. Ainda na Margem Ocidental ocupada, esta madrugada as tropas israelitas prenderam 21 palestinianos, cinco dos quais menores.

O jovem palestiniano morto esta segunda-feira pelos israelitas foi identificado como Ahmad Muhammad Salim, estudante da Universidade Aberta de al-Quds, em Qalqiliya, e secretário do bloco estudantil da Frente Democrática para a Libertação da Palestina (FDLP).

Salim passou três anos em cadeias israelitas e pouco depois de ser libertado, em 2016, decidiu retomar os estudos interrompidos. De acordo com a agência Ma'an, trata-se do quarto jovem morto este ano pelas tropas israelitas; três deles eram menores. (Abril)

«Miles de manifestantes recordaron en Berlín a Rosa Luxemburgo y Karl Liebknecht»

El domingo miles de personas se manifestaron en Berlín en el 99 aniversario del asesinato de los fundadores del Partido Comunista Alemán, Rosa Luxemburgo y Karl Liebknecht. La manifestación concluyó ante el Monumento Socialista del Cementerio de Friedrichsfelde berlinés, donde están enterrados los restos de Luxemburgo y Liebknecht. Los participantes depositaron coronas de flores y claveles rojos.

Ambos fueron ejecutados tras ser detenidos durante una huelga general revolucionaria, el conocido como Levantamiento Espartaquista, entre el 5 y el 12 de enero de 1919. El cuerpo de Luxemburgo fue arrojado al canal berlinés de Landwehr.

Rosa Luxemburgo y Karl Liebknecht fueron asesinados por el gobierno socialdemócrata. Sus ministros habían militado en el mismo partido que los asesinados. La socialdemocracia repitió el crimen cuando en 1976 y 1977 asesinó cobardemente a los dirigentes de la Fracción del Ejercito Rojo recluidos en las cárceles alemanas.

La socialdemocracia abrió el camino al nazismo. Creó el precedente y enseñó el método para acabar con la revolución: asesinar a los dirigentes del proletarado, encarcelar a los más rebeldes, torturar e infundir pánico. (Movimiento Político de Resistencia)

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

«Solo depende de nosotros»

[De Jon Kepa Preciado, preso político basco] El Che dijo que «en una revolución se gana o se muere si esta es verdadera», y yo añadiría, desde mi modesta posición, que se triunfa mientras es verdadera y se muere en cuanto la desarmamos por la base, por la esencia, cuando cortamos con el pasado, con la herencia, e intentamos borrar lo que fuimos, cuando elegimos no avanzar, cuando cedemos el territorio ganado y cuando usamos excusas para legitimar posturas y discursos alejados de la práctica revolucionaria y consecuente.

La verdad del camino se refleja en la coherencia de nuestros actos y la transparencia de nuestras intenciones, nadie está obligado a asumir estos retos, a ser militantes políticos rebeldes y revolucionarios, pero en este terreno no vale la ambigüedad, el aparentar, el engaño, la confusión… / Ler: amnistiAskatasuna 1 e 2

«EUA treinam uma "força fronteiriça" na Síria»

A coligação internacional liderada pelos EUA anunciou que está treinar uma força para proteger as fronteiras da zona dominada pelas chamadas Forças Democráticas Sírias.

O Ministério sírio dos Negócios Estrangeiros classifica «o anúncio [feito este sábado] dos EUA de formar uma milícia armada no Nordeste do país como um ataque flagrante à soberania da Síria e à sua integridade territorial, bem como uma clara violação do direito internacional», lê-se num comunicado hoje divulgado pela agência Sana.

Para Damasco, a medida tomada pelos norte-americanos «enquadra-se nas suas políticas destrutivas, que visam fragmentar a região, alimentar tensões e conflitos, e dificultar soluções para as suas crises». No documento, o Ministério reafirma ainda a determinação do povo sírio e do seu exército em «pôr fim à presença dos EUA, dos seus agentes e instrumentos na Síria». (Abril) / Ver tb: Movimiento Político de Resistencia

«Grupo liderado por Oscar Pérez desarticulado na Venezuela»

Em 27 de Junho de 2017, este mesmo grupo foi responsável por ataques com artefactos explosivos e disparos contra as sedes do Ministério do Interior e do Supremo Tribunal de Justiça, em Caracas, a partir de um helicóptero roubado na Base Aérea Generalíssimo Francisco de Miranda, em La Carlota (Caracas).
[…]
As ligações de Pérez à violência da oposição venezuelana ficaram ainda mais claras quando este apareceu em público, pouco mais de duas semanas após os atentados, numa manifestação da MUD e com um discurso que em tudo o aproximava da oposição de extrema-direita. Corriam os tempos dos ataques nas ruas aos «chavistas», dos armazéns incendiados, das barricadas com mortos – com franco amparo mediático internacional. (Abril)

Kollontai: «O comunismo e a família» [Escuela de Cuadros]

Na edição n.º 209 do programa «Escuela de Cuadros», estudamos, com Iñaki Gil de San Vicente, o texto de Alexandra Kollontai, «O comunismo e a família», de 1920.

A bolchevique apresenta um olhar crítico sobre as convenções da família burguesa e propõe alternativas para a reorganização da sociedade.

«El comunismo y la familia (Kollontai con Iñaki Gil de San Vicente)»Na Venezuela, o programa «Escuela de Cuadros» é transmitido todas as semanas na Alba TV (segundas-feiras, às 20h30) e na ViVe Televisión (sábados, às 22h00, e domingos, às 23h00). Pode-se aceder aos programas também em www.youtube.com/escuelacuadros e em escuelacuadros.blogspot.com.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

«Ni talegos, ni Talegón»

[De Gorka Uriz] Una persona que viene de un partido como el PSOE, creador de la guerra sucia, de la dispersión, un partido que ha robado elecciones mediante putxerazo electoral para poner de lehendakari a Patxi López, un partido que ha ilegalizado más candidaturas electorales vascas que el mismísimo PP…

Se podrá argumentar que ya no está en el PSOE, que la gente tiene derecho a equivocarse, a cambiar… Y hasta podría ser verdad. Pero no hay más que ver su trayectoria en estos últimos años. (lahaine.org)

Entrevista a Boro, jornalista que pode apanhar 6 anos de prisão [vídeo]

Entrevista do Canarias Semanal a Boro, jornalista do La Haine e Kaos en la Red. [Em castelhano]Via diario-octubre.com

Na morte de Jean Salem, dois textos

«Marxismo, uma filosofia da praxis para a revolução» (odiario.info)
[De Jean Salem] Chegou-nos a dolorosa notícia do falecimento de Jean Salem. Deixa-nos assim um ser humano excepcional, um dos grandes filósofos marxistas do nosso tempo, um combativo revolucionário cuja penetrante inteligência abarcava todas as expressões do que é humano. Alguém que, reflectindo profundamente acerca da felicidade sabia que ela é, em última análise, inseparável da ideia de revolução. De alguém cuja coerência e inteligência de pensamento e intervenção tinham granjeado admiração e respeito em todo o mundo. Um grande amigo de odiario.info.

No ano em que passa o bicentenário do nascimento de Marx, fica-nos este vazio do muito que ainda tinha a dizer-nos, mas também o rico património de reflexão criadora que nos lega. De entre os vários textos seus que publicámos revisitamos este, de 2013, e recuperamos palavras que acerca dele escrevemos: «o pensamento de Jean Salem é uma notável confirmação da vitalidade e actualidade do marxismo. Não de um marxismo académico, mas do marxismo reflectido por um académico que é também um revolucionário.»

«Ha muerto Jean Salem, uno de los más grandes» (lahaine.org)
[De Ángeles Maestro] Jean Salem vió en él un combatiente para el cual la armonía entre las palabras y los actos era perfecta. Evoca intervenciones suyas en Encuentros Internacionales en que habló con la dureza, el brillo y el estoicismo de Sócrates. Labica fue un internacionalista que «dejó el Partido según afirmó- para continuar siendo comunista».
[...]
Las páginas sobre la Revolución Rusa de Octubre, la utilidad de releer Lenin para preparar el futuro, los capítulos sobre el marxismo en Francia y la actualidad de Marx, son una fuente caudalosa de preciosas enseñanzas para las nuevas generaciones.

«Os lugares onde Marcelo não vai»

[De António Santos] De costas para tudo o que aparece na selfie, Marcelo cultiva uma popularidade inventada, alimentada e dirigida há muitos anos pela comunicação social da classe dominante. Os afectos podem até ser genuínos, mas a mão que tira a selfie é da TVI. Por isso, a atenção mediática e a atenção presidencial que merecem as lutas dos trabalhadores estão sempre ao mesmo nível.

Mas que ninguém pense que Marcelo está num concurso de misses. A sua popularidade não é um fim em si mesmo: são munições parcimoniosamente poupadas em Sacavém para, quando for mesmo preciso, disparar em defesa dos patrões. (manifesto74)

domingo, 14 de janeiro de 2018

Reivindicação da amnistia esteve presente em Bilbo

Por iniciativa do Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA), realizou-se ontem, ao final da tarde, uma manifestação na Parte Velha da capital biscainha em defesa da amnistia. O MpA ainda não divulgou o comunicado associado à mobilização, mas sim algumas imagens da mesma.
 
Ver: amnistiAskatasuna 1 e 2

Milhares exigiram em Bilbo que os presos cumpram pena perto de casa

A capital biscainha voltou a ser palco, no início de Janeiro, de uma grande mobilização – 95 mil pessoas é o número apontado – «a favor dos direitos humanos e da paz, para promover avanços na resolução do conflito e reclamar o fim das violações dos direitos sofridas pelos prisioneiros políticos bascos e seus familiares».

A mobilização ocorreu num dia em que o Governo francês anunciou que começará a transferir os presos políticos bascos, nas próximas semanas, para cadeias próximas de Euskal Herria, para que ali cumpram as penas, acedendo a petições individuais – na linha da esquerda abertzale oficial.

No quadro da Lei
No acto final, na escadaria da Câmara Municipal, falaram crianças filhas de presos, que denunciaram as consequências da actual política prisional, entre elas, o facto de lhes ter roubado uma parte importante da sua infância.

Posteriormente, o apresentador da ETB Kike Amonarriz, em euskara, e a multifacetada Beatriz Talegón [!?], em castelhano, agradeceram às pessoas que participaram na marcha e o seu compromisso na defesa «dos direitos humanos, da paz e da resolução».

Amonarriz e Talegón afirmaram que aquilo que se exigiu em Bilbo são «direitos fundamentais», compatíveis com a Lei, como a libertação dos que estão gravemente doentes ou são de idade avançada; o cumprimento das penas em prisões próximas das casas dos presos ou a preparação para «uma reintegração, em vez de penas perpétuas escondidas».

E, face à «natureza repressiva, corrupta, e mentirosa» do Estado espanhol, responderam com «princípios básicos que tornam as sociedades maduras». / Ver: Resumen Latinoamericano

«Palabras de Rodrigo Lanza desde prisión...»

[De Rodrigo Lanza] Creo en muchas cosas y un par de ellas siempre han sido que la autodefensa antifascista es la lucha más legítima que hay, y que un Estado que promueve el fascismo, el racismo, la homofobia y un largo etcétera atacará despiadadamente a quien se defienda.

Después de ser insultado racistamente, atacado por la espalda por un hombre con un cuchillo en la mano y tras un trágico desenlace, la maquinaria se pone en marcha, el Estado se hace fuerte y sabe que una mentira contada mil veces se convierte en verdad, al menos para la mayoría que necesitan. El atacante se convierte en atacado, se inventan una excusa ridícula del ataque (los tirantes) que ni siquiera aparecen en la investigación policial, el cuchillo desaparece e intentan ocultar vinculaciones fascistas y racistas. Tiran de su mejor arma: el patriotismo. (lahaine.org)

«176 palestinianos feridos em protestos contra decisão dos EUA»

Há mais de um mês que os palestinianos protestam contra o reconhecimento, pelos EUA, de Jerusalém como capital de Israel. Esta sexta-feira, voltaram a registar-se fortes confrontos com as forças israelitas e pelo menos 176 palestinianos ficaram feridos.
[...]
No total, 176 palestinianos ficaram feridas nos confrontos desta sexta-feira, revelou o Ministério da Saúde – 47 ao serem atingidos por fogo real e 129 após a inalação de gás e fumo. Desde o anúncio norte-americano relativo a Jerusalém, 17 palestinianos foram mortos pelas forças israelitas, indica a PressTV. (Abril)

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Manifestação pró-amnistia, amanhã, em Bilbo

Convocada pelo Movimento pró-Amnistia e contra a Repressão (MpA), realiza-se amanhã, dia 13, uma manifestação a favor da amnistia na capital biscainha.
A mobilização parte às 20h00 da Praça Irmãos Etxebarrieta.

«Milhares protestam em Atenas contra medidas antipopulares do Syriza»

Milhares de trabalhadores gregos, em greve, manifestaram-se esta sexta-feira nas ruas no centro de Atenas, em protesto contra as reformas que o governo do Syriza pretende implementar – incluindo restrições ao direito à greve – a troco de mais uma tranche dos «credores» externos.
[...]
Com este pacote de «medidas antipopulares e antilaborais», o governo grego encarrega-se de «executar os ditames do grande capital», tendo «como objectivo primordial banir o direito à greve», acusou a Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) em comunicado. (Abril)

«Iêmen: um ano novo com mais bombardeios sauditas»

[De Leandro Albani] Ao mesmo tempo, Mohamed Bin Salman é o estrategista da invasão ao Iêmen, que teve como consequência um forte golpe nas finanças sauditas e o estancamento das forças militares da família real. Apesar da matança indiscriminada produzida pelos bombardeios, a Arábia Saudita não teve capacidade real para avançar sobre o território iemenita, e seus aliados circunstanciais – como os ex-presidentes Abd Rabbo Mansur Hadi e Ali Abdullah Saleh – tampouco funcionaram como ponta de lança para derrotar o Movimento Ansarolá e a poderosa tribo dos houthis, que não só controlam boa parte do país, mas que, junto ao exército iemenita deram duros golpes nas tropas inimigas posicionada na fronteira de ambas nações. (PCB)

Cuba e a guerra cultural: o Diário Liberdade entrevista Enrique Ubieta

[Reposição da entrevista aqui divulgada no dia 3 de Janeiro] No passado dia 18 de dezembro, o Diário Liberdade tivo ocasiom de entrevistar em Havana o atual diretor da revista Cuba Socialista.

Cuba e a guerra cultural: o Diário Liberdade entrevista Enrique Ubieta Entrevista realizada por Maurício Castro para o Diário Liberdade, na capital cubana, a Enrique Ubieta, filósofo e atual diretor de Cuba Socialista, revista teórica e política do Comité Central do Partido Comunista de Cuba (PCC), fundada por Fidel Castro em setembro de 1961.

Os temas tratados som: 'a guerra cultural', com que o imperialismo tenta derrotar a Revoluçom Cubana mediante a promoçom da «cultura do ter» contra a «cultural do ser»; o debate interno em torno do chamado «centrismo» ou compatibilidade entre «o melhor do socialismo» e «o melhor do capitalismo»; e o direito de autodeterminaçom e a sua legitimidade na Europa atual.

A entrevista foi realizada em castelhano, mas o vídeo conta com legendas na nossa língua. Também é possível lê-la em inglês na nossa nova secçom de textos nessa língua. (aseh)

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Luta vai continuar no ensino público não universitário da CAB

Numa conferência de imprensa que hoje deram na capital biscainha, representantes dos sindicatos LAB, ELA e Steilas anunciaram dois dias de greve para Março e um para Junho, além de uma semana de paralisações por sector a partir de Abril no ensino público não universitário da Comunidade Autónoma Basca (CAB). Para que este calendário não se concretize, o Governo de Gasteiz tem de negociar e responder afirmativamente às suas reivindicações, pelas quais lutam há muito.

Na conferência de imprensa, os representantes sindicais voltaram a lembrar as razões que fundamentam a luta dos trabalhadores do ensino público e traçaram o panorama que actualmente se vive no sector, com consequências para alunos, famílias e trabalhadores, resultante das «severas políticas de cortes» impostas na última década por PNV, PP e PSE.

«O direito à negociação colectiva foi atacado de modo flagrante», afirmaram, acrescentando que, mercê das políticas de austeridade, os quadros de pessoal foram reduzidos, aumentaram os horários e a precariedade, diminuíram os meios materiais e degradaram-se as infra-estruturas. Tudo isto conduziu à deterioração do serviço público prestado e, finalmente, à sua privatização - denunciaram.

Neste quadro e dando sequência à luta que têm vindo a manter pela satisfação das suas reivindicações, em prol de um ensino público de qualidade, os trabalhadores afirmam que não lhes resta outra opção senão continuar a lutar - até que o Governo de Lakua tome as medidas que se impõem. / Ver: LAB

«Lomustina 2018»

[De António Santos] Desde a compra à Bristol-Myers Squib pela startup NextSource, em 2013, o preço da lomustina aumentou 1500 por cento, de 50 dólares por comprimido para os actuais 780 dólares por cápsula individual. [...] Traduzindo, no nicho de mercado dos tumores cerebrais é fácil extorquir 780 dólares por comprimido a alguém que dele precise para sobreviver. É isto o capitalismo no ano 2018.
[...]
Doações à parte, as desigualdades sociais no mundo atingiram o maior nível dos últimos cem anos. Só em 2017, os 500 milionários mais ricos aumentaram a sua fortuna em 23 por cento. (avante.pt)

«Aumentam as agressões a jornalistas palestinianos»

O relatório do SJP relativo a 2017 inclui 909 agressões e violações de direitos, 740 das quais perpetradas por forças israelitas (81%) e 169 levadas a cabo pela Autoridade Palestiniana (19%), na Faixa de Gaza cercada e na Margem Ocidental ocupada.

No documento destaca-se que, comparativamente a 2016, os jornalistas foram alvo de um maior número de agressões no ano passado (mais 37%); em Jerusalém ocorreram 137 agressões, o que representa quase um quinto dos casos registados (18%), seguindo-se Hebron e Ramallah; em Dezembro, o SJP registou 147 agressões contra jornalistas, todas cometidas pelas forças de ocupação, o que representa 20% do total e um aumento de 406% relativamente ao mesmo mês de 2016.

No final do mês passado, o SJP já tinha alertado para o elevado número de «ataques» a jornalistas palestinianos, por parte das forças israelitas, na sequência do reconhecimento da administração norte-americana de Jerusalém como capital de Israel. (Abril)

Ver tb: «Palestina em destaque na Fundação José Saramago» (Abril)
Até ao fim deste mês, a Fundação José Saramago (FJS) promove na sua sede, em Lisboa, uma série de iniciativas sobre a Palestina, que incluem debates, uma exposição e a exibição de um filme. A entrada é livre, sujeita à lotação da sala.

«Bolívia reduziu mortalidade infantil em 52%»

Entre 2008 e 2016, aumentou a percentagem de mulheres grávidas atendidas por profissionais de saúde durante o parto e diminuiu a mortalidade entre as crianças com menos de um ano no país sul-americano: de 50 para 24 por cada mil nados vivos.

Os dados, divulgados pelo Ministério da Saúde boliviano, foram destacados na edição desta quarta-feira do portal Brasil de Fato. No que se refere à percentagem de atendimento de mulheres grávidas durante o parto, o aumento registado foi de 18,8%, passando de 71,1% em 2008 para 89,9% em 2016. (Abril)